CRIAÇÃO COLETIVA NA WEB 2.0: UM ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA BRASILEIRA DE CROWDSOURCING

Leticia Ribeiro Eboli, Luís Antônio da Rocha Dib
DOI: https://doi.org/10.5329/RESI.2013.1203001

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Resumo

Este trabalho discute como a participação dos consumidores nos negócios evoluiu nos últimos anos, deixando de ser mera forma de otimizar os custos para tornar-se ferramenta estratégica de marketing  ou gerar novos modelos de negócios. O engajamento em um estágio mais avançado dos denominados prosumers com as empresas foi viabilizado por variados fatores, tendo como elemento fundamental a evolução tecnológica. A chamada web 2.0 mudou o comportamento do consumidor que transita em comunidades online e que encontra novas ferramentas de engaja¬mento nos processos de criação e produção. Algumas firmas perceberam que podem reduzir custos, riscos e, concomitantemente, ganhar potencial criativo ao envolver no processo de desenvolvimento de seus produtos clientes se interessam por produtos mais personalizados, pela troca de informações e que se sentem atraídos pela possibilidade de criação em ambientes virtuais colaborativos. Por meio de revisão da literatura, da análise de relatórios de empresas e de fontes secundárias da mídia, buscou-se descrever o processo de participação do cliente nesses processos. Peer production, inovação aberta, crowdsourcing, colaboração em massa e inteligência coletiva são alguns dos conceitos identificados na literatura para designar essa interação. Procurou-se organizar essas definições, de forma cronológica, explicitando algumas aplicações nos negócios. O trabalho adota, então, a metodologia de estudo de caso para investigar o uso de um modelo baseado em crowdsourcing, em uma empresa brasileira de camisetas. Uma análise inspirada na netnografia auxilia a aprofundar o entendimento do fenômeno a partir do estudo de caso. O estudo é finalizado com uma síntese das oportunidades e desafios da criação coletiva, propondo possibilidades de pesquisas para melhor avaliação do processo no contexto brasileiro.

Palavras-chave

crowdsourcing; criação coletiva; inovação aberta