MEMÓRIA E TRAJETÓRIA DO TRABALHADOR TEMPORÁRIO EM EDUCACAO: SABERES E AUTONOMIA OU SUBMISSÃO?

Rosalir Viebrantz

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Resumo

O presente artigo é o resultado da experiência, da autora, com os trabalhadores temporários em educacao, e dos debates realizados recentemente no curso de Doutorado na PUC/RS e na Universidade do Texas - Austin - UT. Porém este texto objetiva estudar a profissionalização e a proletarização do trabalho docente, bem como, discutir sobre os saberes da epistemologia da prática, ou seja, os saberes dos professores e a construção da autonomia profissional. O texto originou-se a partir de alguns questionamentos por ex: Qual a relação entre trabalho e a informalização? Como aconteceu no decorrer da história a profissionalização e proletarização do trabalho docente? Como os educadores constróem seus saberes e sua autonomia? Os saberes docentes a epistemologia da prática viabilizam a autonomia ou a submissão? Para responder estes questionamentos buscou-se fundamentação teórica em varios autores e de modo particular se relatou algumas experiências dos saberes docentes da autora do texto. E conclui-se que o trabalhador temporário em educacao não é fruto de condições herdadas do passado. Ele aparece como síntese de um processo que impôs o assalariamento, porém em uma sociedade em que não consegue garantir emprego para todos. Acredita-se hoje que a autonomia dos educadores para ser real e não submissão seja necessário que o os educadores tenham uma formação inicial de boa qualidade, que lhe dê sustentação às experiências formativas que vao ocorrendo ao longo da vida, pois a formação se dá na relação entre o educador e a sua realidade, mediada por uma consistente fundamentação teórica. Palavras-chave: trabalhador temporário em educação; saberes e autonomia.