Intraempreendedorismo no setor público por meio de ações formativas e educativas das escolas de governo brasileiras

Alcielis de Paula Neto, Magnus Luiz Emmendoerfer, Stela Cristina Hott Corrêa
DOI: https://doi.org/10.21529/RECADM.2021020

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Resumo

Melhorias interorganizacionais das instituições públicas passam pela ressignificação do seu capital humano, inclusive no que tange às competências empreendedoras. Nesta perspectiva, as Escolas de Governo (EGs) podem contribuir com a formação e capacitação de funcionários públicos. Assim, o objetivo aqui proposto é compreender as evidências de diretrizes educativas e formativas em prol do intraempreendedorismo no setor público por intermédio das EGs. Para tanto, foi realizado um estudo de casos múltiplos com três Escolas de Governo brasileiras dos três níveis federativos (federal, estadual e municipal). As entrevistas em profundidade foram submetidas à análise de conteúdo apoiadas no software IRAMUTEQ. Os resultados apontam a projeção da inovação como um pseudoempreendedorismo e a insinuação de diretrizes para um possível processo de educação para o empreendedorismo de servidores públicos, o que os tornaria potenciais intraempreendedores. Dentre essas diretrizes, destacam-se a análise do contexto, o perfil do aluno, os métodos de ensino e aprendizagem, aspectos jurídicos-legais, a adequação da infraestrutura e o papel dos facilitadores (mentores). Conclui-se que as EGs analisadas contribuem com a criação do valor público e valorização da imagem das organizações públicas por meio da ação intraempreendedora de seus servidores.


Palavras-chave

escolas de governo; formação e qualificação; servidores públicos; educação para o empreendedorismo; IRAMUTEQ


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