Organizações policiais e tecnologias: proposta de uma agenda de pesquisas para os estudos organizacionais

Fernando Ressetti Pinheiro Marques Vianna, Gustavo Matarazzo Rezende, Rafael Alcadipani
DOI: https://doi.org/10.21529/RECADM.2022001

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Resumo

Este ensaio tem como objetivo central pensar as possibilidades de estudos que a adoção de tecnologias em organizações policiais, também chamada de organização de trabalho extremo, pode sugerir à área dos Estudos Organizacionais. Para tanto, apresentamos as organizações policiais como tipo organizacional único enquanto organizações políticas e que fazem parte do aparato público. A partir dessa exposição inicial, tratamos dos tensionamentos presentes entre a organização policial e a adoção de tecnologias como forma de legitimação. Posteriormente, indicamos como base para a reflexão quatro tecnologias trazidas pela literatura presentes na prática policial contemporânea: câmeras, reconhecimento facial, Big Data e mapeamento genético. Com a análise das referidas tecnologias e as informações mais recentes sobre suas possibilidades quando adotadas pela polícia, sugerimos uma agenda de pesquisa dentro dos Estudos Organizacionais por meio de três frentes: racionalização e salvacionismo tecnológico; vigilância, raça e gênero; e capitalismo de vigilância e dark side da digitalização.


Palavras-chave

tecnologias; polícia; estudos organizacionais


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